Qual o porquê deste blog?


Com 18 anos fui diagnosticada com epicondilite lateral, também conhecida como cotovelo de tenista. Muita gente veio me perguntar "mas o que você fez para ficar assim?" e o meu médico disse uma frase que responde corretamente essa pergunta "eu tinha uma rotina de atleta, sem ser atleta".

Para mim, a epicondilite surgiu da noite pro dia, mas na verdade meu corpo me mandava alguns sinais e eu ignorei. Foi apenas quando perdi a força no braço direito e senti muita dor que procurei tratamento.

Mas o que é esse mistério de epicondilite?

Trata-se de um processo inflamatório e degenerativo dos tendões e músculos que se originam no cotovelo. Também cria uma sensibilidade nos epicôndilos que são ossinhos no cotovelo. A epicondilite existe dois tipos: lateral e medial. A primeira é conhecida como cotovelo de tenista (dor na parte externa do braço), enquanto que a segunda é conhecida como cotovelo de golfista (dor na parte interna do braço).



Por mais que tenham esse nome popular, a epicondilite atinge mais as pessoas normais (não atletas) do que as pessoas que praticam esses esportes e a razão é clara: quem pratica esporte geralmente tem um preparo físico melhor. Costuma atingir pessoas entre 35 - 55 anos, mas evidentemente que qualquer um está exposto.

Coisas diárias como digitar no computador, usar o mouse, fazer muitos movimentos repetitivos são razões para desencadear a epicondilite. No meu caso, além de não ter o preparo físico, eu lutava Muay Thai, tocava bateria. jogava vôlei e trabalhava bastante com o computador.

Eu sinto muita dificuldade em explicar o que tenho para as pessoas, porque a epicondilite é interna, você não vê alterações no cotovelo de quem sofre com isso, então parece que a pessoa está okay. Mas, acredite, ela não está.

Então por isso eu criei esse blog. Quero compartilhar para os meus amigos e familiares o que é essa dor de cotovelo que eu sinto (kkk). Além disso, quero poder compartilhar a minha experiência em como evitar, como estou tratando e apoiar outras pessoas que possam ter epicondilite pelo mundo afora.

Comentários

  1. Paula, espero muito que você supere e se recupere! É admirável a sua capacidade de fazer de uma dor um momento de crescimento e conhecimento para tantas pessoas!!! Desejo que seu processo de recuperação seja o mais breve possível! Bárbara

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